sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Crônicas de uma mãe - Ida ao teatro

Para uma mãe de primeira viagem ir a qualquer lugar pela primeira vez com o filhote sempre será um desafio. Fazer isso com dois ou mais bebês além de ser um mega desafio é quase uma operação de guerra. Precisamos pensar em todas as variáveis possíveis para não sermos pegas de surpresa. 
Tudo começa comigo e/ou a babá arrumando a bolsa do passeio. Feito isso, o que não é pouca coisa, parte-se rumo ao destino, no caso, o teatro. Lá vou eu para a garagem com uma bebê num braço e no outro a bolsa do passeio. A babá segue com uma bebê num braço e no outro as cobertas (o tempo anda instável, melhor levar do que vê-las passando frio), o cavalo marinho de pelúcia que toca músicas relaxantes e propícias para o sono e o cachorrinho da Fisher Price que sabe mais músicas em inglês do que eu. Descobri que esses brinquedinhos as distraem mais no carro do que os mordedores (pra quem já carrega a casa, o que são mais dois bichinhos de pelúcia). Tudo ok, lá vamos nós. Ligo para uma das dindas que irá nos acompanhar e digo que estou indo pegá-la. Mas é claro que esqueci de programar o GPS do celular com o endereço do teatro e nenhuma sinaleira fecha para eu poder fazer isso. Pego a dinda, e nisso tento programar o GPS do carro (o do cel não deu certo). Bendita tela com touch que nunca funciona quando eu preciso. Apela pro Waze. Ok, isso funcionou! Nota: música do pocotó do mar + cachorrinho que canta + DVD da Ivete + Waze= impossível de se entender alguma coisa! 
Enfim, chegamos e com folga de tempo. Milagrosamente consigo uma vaga exatamente na frente do teatro (thanks São Longuinho). Olho, nada de movimento. Se não fossem pelos portões abertos poderia jurar que tinha ido no dia errado. Desço do carro, tiro uma das bebês, entrego pra Dinda. Dou a volta, pego a outra bebê, a bolsa de passeio e pronto! Tudo calmo, na mais santa paz, até que eu olho para o lado. MEU DEUS DO CÉU! Imaginem como se uma manada de elefantes estivessem vindo na direção de vocês, só que ao invés de elefantes são carrinhos de bebê. Uns 30 no mínimo! De onde esse povo surgiu, e justo na hora que eu estava calmamente entrando no teatro. Até guarda municipal tinha pra ajudar o povaredo a atravessar a rua. Corro pra dentro, lá deve estar bem mais calmo. MEU DEUS DO CÉU DE NOVO! Está uma muvuca. Há crianças de tudo quanto é tamanho, idade e estado emocional imagináveis. Compro os ingressos e vou para uma parte mais reservada. Um tempinho depois a entrada para a sala é liberada e lá vamos nós em meio a carrinhos e crianças achar um lugar para sentar. 
Lembra do tempo instável? Está um calor do cão! E claro que sendo um espetáculo para bebês, o ar não está gélido como de costume. Nota: lembrar de colocar uma garrafa de água para mim na bolsa de passeio.
O espetáculo começa, as meninas ficam encantadas, se comportam super bem e estamos nos divertindo, até que uma mãezinha querida atrás de mim resolve dar o bendito celular para a filha dela brincar. Claro que a menina filha da mãezinha querida tinha que ficar o tempo todo apertando num botão que imitava barulho de sirene. Por que? Só me digam porque uma pessoa faz isso? Tentei abstrair. Várias vezes. 
Enfim, a peça termina e somos convidados a subir ao palco para uma oficina. Muito divertido, as meninas também adoraram. Foto com elenco, aquela tietagem toda e eis que chega a hora de irmos embora. 
Vamos pro carro, coloco uma bebê no carro e a bolsa de passeio. Pego a outra bebê com a dinda, coloco no carro e pronto! Logo que saímos uma das meninas começa a chorar pois está com muito sono. Porque aquele pocotó do mar não está cumprindo seu papel de acalmar o bebê e introduzi-lo num calmo e relaxante soninho? Enfim, no meio do caminho as meninas pegam no sono, deixo a dinda em casa e vou para a minha. Chego na garagem, abro as portas do carro delicadamente para não acordá-las e justo na hora que vou tirar a primeira bebê do carro encosto no cachorrinho que começa a cantar "Se vocês está contente bata palmas". Bendita hora que inventei de levar o tal cachorrinho! 

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